quinta-feira, 18 de abril de 2013

Chimarrão, meditação

Quando nos damos conta estamos correndo, debatendo, opinando e atropelando o tempo, as pessoas, nós mesmos. Viver engajado na vida, com nossas ideias sobre o presente, o futuro e o passado político do mundo, mas sem atropelar o tempo, o amor.

Chega um momento em que paro, com o chimarrão, em meditação, e volto ao amor. “Te acalma tchê, não atropela o tempo”, comanda minha consciência. Estico as pernas, olho para as coisas que amo e para as que não amo... A água desce lentamente na cuia e forma a espuma quente, verde do chimarrão. Olho para ela e me acalmo, rindo da hipocrisia política do mundo, rindo de minha pressa inútil. Volto, então, a viver engajado no tempo, na militância eterna do vento.

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