sexta-feira, 15 de março de 2013

Teocracia - soberania do amor

Estou entre os que não acreditam mais em alguns dogmas da democracia, nem em algumas dentre suas promessas. Falam mal desse ou daquele país como se a democracia liberal fosse um esplendor de cidadania. Apontam os erros dos outros com os dedos sujos de lama.

Qual a melhor forma de governo? A melhor forma de governo é a Teocracia trinitária, a soberania política da Trindade amor. Tal teocracia é a única forma pura de governo. O que nunca existiu nessa terra. A cristandade medieval católica não foi teocracia, mas eclesiocracia: governo de igreja. Ainda bem que nos livramos disso, para o bem da sociedade e da própria Igreja Católica. Não sou a favor de eclesiocracia católica, nem de eclesiocracia evangélica. De reis e rainhas, crentes ou leigos, eu acho graça.

Atualmente, os quatro poderes definham sob o calorão da vaidade, arrogância, contradição, corrupção: executivo, legislativo, judiciário, mais a ditadura sorridente dos que comandam os meios de comunicação. O povo é súdito nessa democracia. Ele vota, é verdade, mas entre uma eleição e outra é súdito da máquina burocrática decadente desta democracia liberal em crise.

Os cristãos costumam pensar na vida e na morte, na terra e no céu, na política daqui e na dali. Bem, no céu, governa a simplicidade de um cordeiro: “O meu reino não é desse mundo” (João 18,36). Na terra, a natureza e seus frutos são belos, também são belas as relações com os amigos e as amigas, bela é a diversidade cultural dos povos do mundo, já os dogmas e promessas traídas da democracia liberal...

O corrupto de hoje, no poder, já foi um ser humano pleno de boa vontade ontem, fora do poder. Precisaríamos atingir uma unidade universal da humanidade em torno da humildade coletiva: reconhecer nossa profunda limitação moral coletiva.

Enquanto céu e terra não se juntam sob o governo de amor de Deus, vamos atravessando esse vale de lágrimas, trabalhando como podemos para melhorar nossa sociedade, investindo na construção cotidiana de relações paritárias, de amor agápico entre pessoas e povos diferentes, torcendo para que consigamos encontrar uma forma política menos imperfeita de organização, focada realmente na soberania popular.

O passar do calendário prova que mais cedo ou mais tarde todos deixaremos as preocupações cotidianas. A esperança que não decepciona nos ensina que o bem triunfará também do ponto de vista da organização política. Tomara que possamos participar desse futuro perfeito, que é o sonho de muitos, também o meu.

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