sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Bengalas da alma


É preciso quebrar as bengalas da alma, livrar o amor das toxinas da posse que transformam os outros em objetos de compensação de nossos reais ou imaginários déficits de afeto. Não apoiar-se em nada, nem em ninguém, aprender a ficar em pé sozinho, pelo lado de dentro da alma. Não usar os outros como bengalas.

Amar em vez de querer ser amado. Assim, somos amados e nos amamos, nesta solidão criativa, plena de relação, onde o amor livra-se das toxinas do apego, da posse, do ódio, da manipulação afetiva do outro, da outra, usado, usada, como se ele fosse meu, como se ela fosse minha.

Liberdade e igualdade são pressupostos da fraternidade... Há muito mais que política neste famoso tríptico revolucionário. É a minha opinião, não sei se o House diria isso, mas gostei de ver ele quebrar a bengala.

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