quinta-feira, 19 de maio de 2011

Crítica da razão rasa - esquiadores e mergulhadores do saber


Há três lugares importantes na vida de um profissional-intelectual: a biblioteca, a praça e o café. Na biblioteca, estudamos; na praça, lutamos; no café, opinamos sem necessidade de notas de rodapé. A biblioteca pode ser pública ou privada (ou virtual). A sala de aula é sua companheira inseparável. A praça é o lugar da manifestação pública (também pode ser virtual, como blogs e assemelhados). No café, há, também, boas opiniões, mas, em geral, é o lugar dos despropósitos perdoáveis. “O café exclui a culpa”, diria um moralista sobre as opiniões líquidas ali emitidas. Sala de aula (e biblioteca) não é café, nem boteco. Uma opinião emitida em aula é diferente de uma opinião de café. Precisa de fundamentos. A lógica da aula é diferente da do café e da praça.

Uma universitária afirmou que “a ONU é uma bobagem”. Trata-se de uma boa estudante. Ela estava nervosa, meio indignada com a ONU. Expliquei-lhe que tratasse de analisar o conteúdo de seu julgamento. A ONU é expressão de uma necessidade de representação internacional. Necessidade de representação para que a ordem internacional seja mais ordem que desordem. Tal necessidade de representação assumiu uma forma concreta de representação que, talvez, tenha sido superada. A ONU e, sobretudo, seu Conselho de Segurança talvez assemelhem a uma roupa de criança com a qual se quer vestir um adolescente. Os instrumentos de representação internacional (roupa) não seriam mais adequados porque as características da representação internacional mudaram. A criança tornou-se um adolescente, mas esqueceram de usar roupas adequadas à sua nova idade (e tamanho). Ao dizer que “a ONU é uma bobagem”, a estudante jogou pela janela a água suja (roupa inadequada) com a necessidade de representação (a criança crescida que vestia a roupa apertada).

Uma das características do ser humano é sua triste mania de julgar mal. Costumamos avaliar o passado com os óculos do presente. Assim, idade média seria idade “das trevas”. Prefiro o método da sociologia compreensiva do velho (e sempre atual) Max Weber: identificar e compreender o significado das ações sociais no contexto em que foram realizadas. Não significa afirmar que tudo o que foi feito foi bem feito. Significa identificar o significado do que foi feito segundo quem fez. Compreender é o papel da ciência. Somente após compreender (cognição) podemos avaliar. Não penso que avaliar seja um defeito, mas uma qualidade do ser humano, desde que julguemos somente após descrever e compreender. A Inquisição foi um instrumento usado pelo Estado na manutenção da ordem social (segurança pública) numa época em que não havia a separação entre política e religião. “Não! Ela foi uma barbaridade!”. Sim, mas no que consiste tal barbaridade? O que nos autoriza a julgar o passado? Os óculos do presente? Aliás, do ponto de vista da segurança ambiental, recentemente furamos o planeta, e ainda não recolhemos todo o petróleo que vazou.

A sociologia estuda fatos sociais para compreender o significado intrafísico, profundo, da substância material (fundamentos dos fatos). Ela não é uma ciência rasa. A razão rasa não mergulha nas camadas mais profundas (intrafísica) dos fatos.

As opiniões da razão rasa fazem espuma e barulho. São como esquiadores brincando na superfície. Os mergulhadores, ao contrário, trazem do silêncio do fundo do mar as suas descobertas. Hoje, há mais esquiadores do que mergulhadores. Há mais barulho, estardalhaço, informação do que conhecimento. Ainda bem que temos os clássicos, mergulhadores sempre atuais neste mundo de saber espumoso, barulhento, superficial onde vivemos.

(Publicado em 01 de agosto de 2010)

28 comentários:

Vinícius Machado Braz disse...

Gostei muito deste artigo, pois é exatamente como penso, hoje em dia há pessoas demais convencidas de que sabem a verdade do que as que procuram conhecê-la.
E a sabedoria sobre um assunto não é algo que seja explícito, não é algo que mostre-se abertamente, ela precisa ser descoberta, analisada e compreendida antes de se dizer algo, para ter em que fundamentar sua defesa.
Ótimo artigo, professor.

Diogo Vinicius disse...

Excelente texto, professor.
É bom saber que teremos um bom mergulhador para nos guiar pelos mares da sociologia.

jeziel,dalmiro disse...

Como e comentado neste blog umas das maiores caracteristicas do ser humano em geral e pre julgar as atitudes das pessoas sem ao menos saber seus reais motivos pelo qual o levaram a realizar determinado ato,visto que dependendo da epoca em foram cometidos tais atos poderiam parecer correto para tal sociedade com isso antes de pre julgar as pessoas devemos nos aprofundar mais nos assunto,vendo os reias motivos que o levaram a realizar tal ação.

Robison Teixeira Ilha. Estudante de ADM. 1sem.Not. disse...

Pois é professor, penso que o sr. tem razão em afirmar que sala de aula não é lugar para se emitir um pensamento sem fundamento.
Porém o ser humano em sua maioria, se deixa levar muitas vezes por sentimentos e opiniões momentâneas, que as vezes nem temos total convicção do que dizemos.
Ultimamente, pelo menos de maneira superficial, a ONU tem sido muito criticada pela mídia, principalmente a nacional.
Mas a vida é um eterno aprendizado, quando temos humildade de reconhecer e procurarmos informações corretas.
Sempre é tempo de se rever pensamentos.

lillidosanjos disse...

Gostei do artigo, muito interessante. Acredito que no dia a dia do café surgem idéias razas, mas podemos, sim, relevar os pensamentos ditos lá, tanto quanto valorizamos os da sala de aula.
Pois defendemos o que acreditamos dentro e fora dela.
Acredito também que para fazer qualquer julgamento do tempo, normalmente temos algo para fazer referências, e como parametro usamos o que mais conhecemos, o nosso presente. Só assim podemos analisar e compreender.
As vezes confundimos informação desorganizada com conhecimento.
O artigoé interessantissimo e bastante abrangente, e instigante também.

Anônimo disse...

O texto é muito bom, nos faz refletir um pouco sobre os assuntos que falamos e muitas vezes não temos conhecimento necessário para tal feito. Existe uma diferença grande entre fazer um comentário em um café e um na universidade, devemos adequar nosso comentário ao local em que estamos,pois ao criticarmos temos que ter um bom fundamento para isto. Não que em um café devemos esquecer estas formalidades, no entanto trata-se de um ambiente mais despojado. Nós acadêmicos, a partir de agora, temos que pensar e avaliar antes de formar opinião sobre algum assunto para não julgarmos fatos sem antes termos bons argumentos e principalmente conhecimento apropriado.

Tiago Duarte 1s adm not disse...

O texto é muito bom, nos faz refletir um pouco sobre assuntos que falamos sem ter um conhecimento para esse feito. Devemos ter um certo cuidado ao fazer um comentário na universidade, não que em um café podemos falar o que quisermos, no entanto é um ambiente mais despojado e informal. Nós acadêmicos, a partir de agora, precisamos pensar e avaliar bem antes de formar opinião sobre um assunto para não cometermos jugamentos injustos sem o conhecimento apropriado do mesmo.

João Baptista disse...

Particularmente procuro mais ouvir do que dar opiniões. Aprendo escutando os outros. O que me serve para aumentar meus conhecimentos, guardo comigo, o que não me serve , esqueço. Mas, infelizmente, convivemos em uma sociedade que muitas pessoas se acham donas da razão, só o que elas dizem é a verdade e o que elas pensam é o que tem que valer.
Aprendemos todos os dias. Precisamos ouvir e ler para ampliar conhecimentos em várias áreas e ter convicção do que estamos falando ou contando.
Muito bom o seu artigo professor, pois existem muitos donos da verdade por ai. Temos que ouvir até o mendigo que dorme em praças e igrejas. Até ele tem alguma coisa de útil a nos dizer e ensinar. Não sabemos quais circunstâncias da vida fizeram com que ele fosse parar nas ruas e sem lar. As suas histórias podem nos servir de exemplo de vida.

Larissa Santana e Rosalí López. disse...

Faço das nossas palavras as palavras dos outros comentaristas.Gostamos muito do artigo também,o assunto é muito interessante e polêmico acredito.Todos temos opiniões diferentes e espersas,e isso nos faz entrar em controvérsias a respeito de certos fatos ocorridos em nossa sociedade e que muitas vezes causa várias críticas a respeito do assunto.Acredito que como diz o texto nos baseamos apenas em fatos meramente concretos,mas não buscamos saber se aquilo que nos é apresentado realmente é a verdade.Julgamos sem saber a essência daquele fato.Gostamos do relato dos três lugares importantes na vida de um profissional-intelectual.Acredito realmente que a biblioteca seja um lugar essencial para que a pessoa busque "mergulhar" no conhecimento;a praça é um importante local para colocarmos tudo que aprendemos e temos conhecimento suficiente para expor, e defender,nossa manifestação; e o café como o mesmo relatou é o lugar dos despropósitos perdoáveis.
Excelente o texto,e nunca é tarde para passarmos de esquiadores à bom mergulhadores!

Jorge da Luz dos Santos disse...

ótimo artigo professor, realmente o ato de mostrar a verdade sem querer saber a opinião do outro, ou escutar mas não levar em consideração é comum, pois todos queremos ser o dono da verdade e não damos ouvidos aos motivos expressados pelo contrário. Creio eu que todos tem um pouco desse defeito, todo mundo quer ser o dono da razão, é errado e também procuro pensar logo após cometo esse ato, considero que é um ato sem pensar e que depois nos damos conta do erro. Acho que todo mundo tem essa característica e alguns tentam conte-la. Bom é isso, e friso de novo que é um ótimo artigo. Att. Jorge da Luz Dos Santos. 1 Sem Adm. not.

silvia disse...

Concordo com o senhor professor, basicamente quer dizer que antes de julgar uma atitude , ideia ou pensamento devemos buscar conhecer no fundo do que realmente se trata. Acredito que essa mania que muitos têm de sempre estar julgando sem ter conhecimento, já se tornou quase que uma tradição, uma cultura mesmo, a cultura do "sou contra", mas na hora de dizer o porquê da contradição, não sabe dizer e generaliza. Acho que isso acontece por preguiça e preconceito.

Daiéli Duarte dos Anjos disse...

Vivemos em uma época em que opinar se tornou algo muito importante, pois uma ideia expressa de forma equivocada causa muitos danos em uma sociedade em que a palavra pode ser usada para o bem ou para o mal, portanto deve ser usada com responsabilidade. Outro aspecto importante é o nível de comprometimento que cada pessoa mostra em sua vida, seja em uma graduação, como no meu caso ou no mesmo no próprio dia-a-dia.
Ver as coisas com olhar de compreensão e apresentar opiniões construtivas é muito mais difícil, vermos que a evolução acompanha alguns e não a todos. Ver as coisas por um prisma de reconstrução, de avaliar e melhorar tantos aspectos negativos que percebemos em nosso sistema econômico é a grande saída pra termos um futuro mais justo para nossos filhos. Antes da condenação, de dizer que o mundo está perdido e cruzar os braços é melhor sentarmos todos juntos, discutirmos possíveis soluções e planos para por em pratica. Assim age alguém preocupado com o amanhã do planeta.

Ótimo artigo professor!

Rafaela Guimarães estudante de RI 1Semestre disse...

Muitas críticas podem ser construtivas, desde que sejam alicerçadas em bases teóricas ou práticas.Contudo, quando nos referimos a área das ciências humanas nenhum conhecimento pode ser visto como verdade absoluta ou inquestionável.Por isso,eu acho que todas as opiniões são válidas desde que não desrespeitem os direitos dos outros e o senso comum. Além disso, as opiniões(ou a forma de se expressar) devem ser adequadas ao ambiente em que nos encontramos.

Mauricio Munhoz-Gestão Pública disse...

Certamente, a biblioteca, local onde normalmente buscamos novos conhecimentos é muito importante na vida de todas pessoas,e não apenas, no cotidiano de um universitário, além disso, não posso negar, a influência das pessoas que conivem conosco, é indispensável para um grande aprendizado, no entanto, busco sempre estar atento no que os mais esperientes falam, mesmo sendo em praças ou em um simples minuto de café.
O texto, muito bem emrpegado, mas realmente, ao meu ponto de vista é a absorção de conhecimentos expressos por outras pessoas é uma boa forma de aprendizado, não necessitando ser em momentos próprios para estudos.

Natália, ADM noturno 1º sem. disse...

Foi ótimo o artigo a respeito de opiniões fundamentadas em fatos e bom argumentos. É preciso ter conhecimento do que se fala, ao mesmo tempo nos serve de alerta pra que não venhamos cometer o mesma gafe quando expormos nossas opiniões.

Leonardo Borges disse...

Realmente para defendermos uma posição devemos ter além de uma idéia formada o mínimo de entendimento no assunto. Eu como ingressante num curso de administração ainda nao tenho o conhecimento necessário para discutir sobre autores e politicas estrangeiras e tal. Sempre me importei com o mundo em geral, mas meu foco era outro. Nao me atrevo a discutir sobre fatos históricos ou discussões intelectuais que por enquanto a mim sao desconhecidas. No entanto, acho que esta minha posição já tornasse uma repudiaçao sobre uma razão rasa. Talvez isto venha da pessoa e de sua aprendizagem e vivencia. No trilhar da estrada, aprendemos que o ato de julgar alguem pode tranformar se em uma situação constrangedora e desnecessária.
Tenho algumas referencias do passado em minha vida pessoal, que vao desde meu avo com seus ensinamentos e conversas até escritores e poetas com suas palavras, prosas e designações sobre a vida e o mundo, mesmo que este mundo seja mais regionalista do que universal. E vejo que, estas pessoas, que produziram pensamentos e ideologias, precisaram de uma orientação, e acima de tudo muita troca de informação para estabelecerem se nas suas idéias e conceitos. Por isso estou procurando uma base para me afirmar e, depois sim, mergulhar nas profundezas das discuçoes ou até mesmo sentar num café para trocar uma idéia com os colegas.

Robson Cabral - Gepublica 4 sem. disse...

Com rela�o ao texto publicado � poss�vel verificar que se faz um retrato de como as pessoas muitas vezes emitem suas opini�es, expressam suas �verdades� de forma emp�rica. � preciso que aqueles que fazem ci�ncia fiquem atentos sempre � epistemologia desta, isto � n�o fugir nunca da busca intensa da raz�o baseada na an�lise criteriosa dos porqu�s dos fatos ou resultados que surgem na sociedade e estes s�o da forma como vemos. O pr�vio julgamento sem a pr�via compreens�o, ou seja, a precipitada coloca�o de palavras para forma�o de um conceito sem antes houver a necess�ria e premente busca cient�fica dos acontecimentos muitas vezes coloca em risco qualquer tipo de manifesta�o a respeito de qualquer assunto da nossa sociedade. A constru�o do pensamento est� sempre amea�ada pelos jarg�es ou �meias verdades� que certas pessoas da sociedade muitas vezes maquiam o verdadeiro sentido do que pretende, isto � existe um profundo interesse para que n�o possamos enxergar as correntes que nos prendem como dizia Rosa Luxemburgo. Excelente o Aitigo Professor. Sucesso!
Robson Cabral - GeP�blica 4sem.

SOLANGE CARRASCO DE OLIVEIRA - GESTÃO PÚBLICA UNIPAMPA disse...

Muito interessante o artigo e muito propício para estes atuais momentos que vivemos, principalmente tendo que assistir (se quisermos) certo programas de TV, onde podemos observar certas pessoas fazendo colocações rasas, como diz seu artigo, esquecendo que é o povo que esta assistindo, precisando ver alguma coisa que prometa acontecimentos dentro da área social que lhes traga algum benefício próprio e intrafisíco como de melhor qualidade de vida para a sobrevivência das famílias em vulnerabilidade social, morando em periferias das cidades, com problemas de desemprego, uso de crack e criminalidade. Falta o estudo de sociologia para muita gente.

Marlon Bianchini disse...

Na minha opinião, o ato de criticar deve ser feito com cuidado, pois se expresso sem fundamentos e conhecimentos suficientes pode gerar uma opinião fútil e ridícula. O direito de criticar, ou seja, a liberdade de expressão é um direito previsto em lei, então todos temos esse direito, mas devemos saber usá-lo com inteligência.

Fernando Camara Rieger RI 1°Semestre disse...

Professor Fábio, gostei muito do comentário, principalmente da primeira e a terceira parte, pois além de ser muito bem formulada ela me trouxe um conforto enorme de saber que sua opinião é igual a minha.
Na parte que o senhor se refere dos locais “onde não há culpa”, é brilhante, pois são nesses locais onde o leigo vira filósofo.
Na terceira parte, o que mais me chama a atenção é como o senhor encara os “oculos do presente”, cuja nem sempre podem ser usados, na minha opinião, para julgar os fatos do passado(outra época, outro sistema).

Gibres disse...

Fábio bento:"A ONU é expressão de uma necessidade de representação internacional".
Professor achei importante a seguinte observação, tendo em vista que em nosso mundo, objetos e ações surgem a partir da necessidade comum ou individual que o ser humano tem de suprir. Esse é um fator importantíssimo para a evolução física e intelectual da sociedade como um todo. Da expressão "NECESSIDADE", é que surgem e são criadas as coisas nova que nos cercam.

por. Gibres (Gibran Dos Reis Ferreira)
1° sem. de R.I

Andressa disse...

o artigo é bem interresante e mostra que as pessoas nem sempre avaliam aquilo que é realmente importante mas sim o q aparentemente elas acham importante , e a ONU vem sido bastante criticada por essa "inteferencia" que vem fazendo nos países Árabes e Palestinos então é um assunto bem amplo e bastante contraditorio pois a vários pontos de vista e eles divergem bastante....O meu é que cada País depende muito da sua cultura para ser modificado e por isso é bastante dificil a mudança ser imediata elas acabam sempre vindo mas com o tempo .....

Andressa disse...

o artigo é bem interresante e mostra que as pessoas nem sempre avaliam aquilo que é realmente importante mas sim o q aparentemente elas acham importante , e a ONU vem sido bastante criticada por essa "inteferencia" que vem fazendo nos países Árabes e Palestinos então é um assunto bem amplo e bastante contraditorio pois a vários pontos de vista e eles divergem bastante....O meu é que cada País depende muito da sua cultura para ser modificado e por isso é bastante dificil a mudança ser imediata elas acabam sempre vindo mas com o tempo .....

Marilei Velloso disse...

Marilei R. Velloso.Acadêmica do curso tecnologia em gestão Pública.
Gostei do artigo. Tendo a sociologia como parte do real, descrever, Interpretar. os assunto,criticas construtivas por ideiais que vem acrescentar conhecimento a vida da pessoas e nos fortalece com mais conhecimento da verdade, com etica e respeito pelas Idéias de cada ser humano.

marilei velloso disse...

Marilei velloso.
gostei deste artigo. conforme a sociologia tem como ponto de vista o real, descrever, interpretar. ideias e conhecimento que vem acrescentar na vida das pessoas, em sala aula estamos ali para ouvir muitas criticas construtivas, que nos fortalece com mais conhecimneto e nos desperta o saber, tendo como base a etica e respeito pelo saber e conhecimento do ser humano.

valmir disse...

É, PARA PODERMOS DAR OPINIÃO E EMITIR JULGAMENTO SOBRE UM ASSUNTO ,FATO OU ACONTECIMENTO DEVEMOS TER CONHECIMENTO,COMPREENSÃO EM QUE CONTEXTO ISSO ACONTECEU,NÃO SE PODE SE DESCONTEXTUALIZAR ALGO SEM CONSIDERAR A ÉPOCA E O PORQUE DOS ACONTECIMENTOS.

Luiz Arrieta disse...

O homem faz uso abusivo do pré-conceito, afinal, quantas vezes não temos conhecimento dos fatos que levaram a determinado acontecimento, e mesmo assim definimos uma opinião sobre aquele assunto. Opinião a qual, geralmente é alterada depois de obtermos conhecimento sobre os fatos.
Na mesma linha, segue o mau julgamento, não podemos imaginar em fatos que aconteceram séculos atrás, criando um paradoxo com o presente, como Weber disse: Temos de compreender o significado das ações sociais nos contextos que foram realizadas

Gabriel disse...

Partindo do conceito de que a ciência denominada sociologia é a ciência da vida humana em sociedade ou da atividade social humana, diria que, com relação à opinião da aluna mencionada no artigo, ponderamos que ela estava mal informada, como o Sr. mesmo no expõe. De modo que, fazendo a abordagem sociológica, devemos então, quando analisamos algum problema social ou os fatos sociais com maior profundidade, procurar saber as verdadeiras razões pelas quais se dá determinada ação social. O fato é como analisamos o que é externo ao sociólogo, identificando os fenômenos sociais, as ações sociais. Quanto a analisar a Sociologia sob o olhar das escolas, diria que é nítido que essas escolas devem ser avaliadas e analisadas de acordo com o tempo e espaço delas, analisando o contexto social histórico em que elas foram implantadas, ao passo que, na medida em que a sociedade vai se alterando, o saber sociológico também se modifica, ou seja, é uma análise constante.

Artigo muito interessante.(Coloquei o mesmo comentário em outro artigo, mas me referia a este, acabei me confundindo com opniões para artigos aqui no blog, aula e redações. Espero que desconsidere a confusão e exclua o comentário do artigo "Como estudar e fazer sociologia" se possível, ou que considere a opnião já para os dois temas), abraço.